A MAC é vida.
Fechá-la é morrer. É matar um pedaço de Portugal. É
dispersar e perder conhecimento acumulado de valor incalculável na ciência de
fazer nascer, dar vida e oferecer paternidade. A MAC é também sinónimo de
justiça e pluralidade social. Todos nascemos iguais, ou devíamos, quanto mais
não fosse na possibilidade de acesso a cuidados de assistência médica com
segurança e qualidade.
O nascimento é
um elemento fulcral da sociedade. Contribui para o equilíbrio da pirâmide
demográfica e numa altura em que se fala tanto na sustentabilidade da segurança
social, congelam-se as reformas antecipadas a montante e cortam-se nos
nascimentos, a jusante. É claro que este corte é insignificante em termos quantitativos,
mas como se já não bastasse a falta de política de incentivo e apoio à
natalidade, não deixa de ser mais uma machadada. Mesmo que simbólica e moral.
Apesar de não conhecer os números, simbólica deverá ser também a poupança de
despesa que justifica este fecho. Ou o ganho na rentabilização do
aproveitamento dos serviços de parto e neonatologia de outros hospitais. Ora,
sendo simbólico, de certo não o será a dispersão, logo perda, de conhecimento
de valor inestimável, como já referi. Nascer não é como arrancar um dente, por
muito amor que se tenha a um dente. Nascer é sim, o expoente máximo de um acto
de amor! Com todo o sofrimento, emoção e responsabilidade que
acarreta. Então porquê fechar? Privilegie-se pelo menos desta vez o que é
genuíno, nosso, tradicional, cultural, cientifico!