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quinta-feira, 15 de março de 2012

O Álvaro II – O lóbi ataca

Tal como esperava o Álvaro voltou outra vez à cena. Aliás, ele até esteve sempre em cena, mas como o elo mais fraco. E agora prepara-se para levar com o seco: “adeus!”.

Um elo por onde é fácil pegar, ou se preferirem despegar. Sem experiência política, acaba por ser a vítima ideal. E por não ser político vai ser posto a andar. E isto, confesso, eu não percebo ou tenho muita dificuldade em perceber. Então não andamos todos fartos da demagogia dos políticos e das suas promessas convenientes, de ocasião, falsas e mentirosas?

Não sei se este seria o melhor ministro da economia, pois o momento é difícil e de economia percebo pouco, tenho apenas umas pequenas bases académicas, portanto, deixo essa avaliação para os espertos da matéria. Mas do pouco que sei e tenho lido, o homem até tinha ideias, intenções, propostas, acções, reformas e, por não ser político, apresentava-se livre dessa intoxicação. O problema, é que o problema é mesmo esse, não ser político, não saber lidar com as pressões, as influências e os compadrios. Tudo o que não vá a favor destas forças, vai contra elas, logo é uma ameaça e deve ser neutralizada.

São os chamados lobbys, ou lóbis (em português, eu prefiro já vão ver porquê).

domingo, 22 de janeiro de 2012

O Álvaro

Álvaro Santos Pereira, o académico que virou Ministro da Economia. Álvaro para os amigos. E jornalistas, a quem pediu que o tratassem apenas assim.

Não sou seu amigo, nem jornalista mas, por acaso, já era meu conhecido mesmo antes de ser ministro. Ouvi-o pela primeira vez na “Prova Oral”, na Antena 3, convidado por Fernando Alvim para uma hora de amena cavaqueira, durante a apresentação do seu novo livro: “Portugal na Hora da Verdade”. Foi há pouco menos de um ano, ainda ele não sabia que ia ser ministro (digo eu), ainda cá tínhamos o Sócrates, mas o FMI já estava a caminho. O seu livro apresentava-se acessível para os leigos e curiosos da Economia, actual e de interesse geral devido a toda a conjuntura de crise instalada, em larga expansão e sem fim à vista. Logo me pareceu ser um gajo porreiro, com o seu quê de emigrante (ou não fosse o seu ligeiro sotaque - sem menosprezo) e bastante idiota (no bom sentido, pois apresentou uma série de ideias para melhorar Portugal).

Álvaro, o académico, ministro da economia que se deixou apanhar pelas garras da política. Desde os primeiros momentos da sua governação que me questionei: sobreviverá e conseguirá libertar-se sem grandes danos?