Aumentaram os delitos
menores, por esticão e assaltos a ourivesarias. Um sinal claro da crise e dos
seus efeitos. É preciso liquidez imediata, não há tempo para engendrar
grandes esquemas, com homicídios pelo meio, correndo-se o risco de não se sair
tão cedo de uma cadeia sobrelotada, onde, ao que parece, grande parte são
estrangeiros, que enganados ao que vinham, tornaram-se violentos. Ser violento
é relativo. Está dentro de nós, faz parte da nossa natureza, só que está
adormecida. Experimente-se não dormir, ou mal, durante muito tempo, junte-se-lhe
fome, ruído, saturação física e psicológica, desespero, luta pela sobrevivência, pânico
e… é vê-la acordar.
Tal como noutras coisas
neste país, também nos crimes, ou na violência se assiste a um desequilíbrio de
distribuição geográfica. Porto e Lisboa têm as maiores fatias e o resto é
paisagem. Ou quase. Na paisagem destaca-se Setúbal, não só pela beleza natural,
mas porque completa juntamente com as capitais os 75% do
crime português.