Nos cuidados intensivos do hospital mundialmente famoso, o Filamento Médico
Intermitente (FMI), encontra-se em internamento prolongado a D. Economia
Gertrudes Mundial. Aguarda-se, a médica chefe e administradora, que após a sua
sessão diária de solário e retoque plástico, lá apareceu, afirmando que vê sinais
de estabilização na paciente, alertando no entanto, que a doença de que padece, a dívida,
está espalhada e será penoso sair dela. As crises de Grécia e a insuficiência
Portugal não apresentam grande preocupação clínica. Estão sob vigilância e internamente
são controláveis, basta dar-lhes uma injecção. O perigo, são as possíveis recaídas
futuras e ainda a hipótese de contágio, sabendo-se que há outros órgãos vitais,
maiores, debilitados e há algum tempo também afectados.
Cá fora, a preocupação encontra-se instalada. O funcionamento do hospital é
já visto com grande desconfiança. A sua reputação tem vindo a cair desde que foi
criado pelos EUA, na altura com um bom propósito.