Mostrar mensagens com a etiqueta tecnologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tecnologia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O meu iphone caiu na canja

Embora assim possa parecer, isto não se trata de nenhuma rábula super engraçada, sobre a sociedade e o seu momento atual, metaforizada por um título… metafórico. Trata-se disso mesmo, o iphone mergulhou de cabeça na canja de galinha.

Pânico! E logo de cabeça, com o líquido a entrar pelos orifícios que controlam o som e o levam até aos auscultadores. O problema começa logo no líquido. Iphone não rima com canja. Nem com sopa. Com creme de marisco também não, mas com este o choque sociológico não é tão grande. O problema é que o iphone ficou preso no modo “auscultadores”. Mesmo sem eles. E agora?

Primeiro, rápida e desesperada limpeza com um pano, seguida da sugação do orifício, mas nada. O clássico DVL, desliga e volta a ligar. Minutos depois, aspiração, secagem com secador de cabelo e… nada! Nova sucção e pancaditas. Sem som para tudo, jogos, música, chamadas, vídeos. Só com auscultadores, sem eles, nada. Google! Que nunca será de fiar no que à Apple sugestiona. As sugestões são mais que muitas e tão parvas como as que tentara até ao momento: inserir e retirar o jack dos auscultadores umas 20 ou 30 vezes, com vídeo e tudo, em que só faltava a bolinha vermelha. Assim fiz. Nada. Colocar o iphone num saco de plástico e deixar no congelador durante 3 minutos. Sem medos! Pelo sim, pelo não, desliguei-o primeiro. Ainda fresquinho, nova aspiração. As aplicações continuaram lá todas, não foi nenhuma pelo cano e o modo auscultadores também não. Desisti. É esperar que passe, que era uma outra sugestão, antes da última e derradeira que seria ir à assistência aldrabar a garantia ou pagar um balúrdio.

Fui à minha vida. Passado algum tempo tive a necessidade de fazer uma chamada, liguei, falei, “então não íamos ver os porcos?”, ouvi “sim, parámos só nas bombas” e desliguei. No final pensei, olha, funcionou, ouvi tudo, está resolvido!

Portanto, a resolução para o problema, iphone preso no modo auscultadores, do inglês, “iphone stuck in headphones mode” é: utilizá-lo sem pensar na anomalia. Mas não se pode pensar mesmo, pois só assim funcionará! Isto vendo bem, podia ser convertido numa “ápe” ou “épe” conforme a pronúncia do inglês “app”. Qualquer coisa do género: “iphone mind reader for headphones mode stuck problem solve”. Só tem um inconveniente, o título é demasiado grande, mas podia ficar em iniciais: IMRFHMSPS. Muita forte!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Erro Informático!


O famoso inseto traduzido do inglês, portador de um qualquer vírus que não o dengue, mas nos parece ameaçar muito mais do que ele. É a causa de todo o mal. Ou grande parte. Um livro para adultos no plano nacional de leitura das crianças, serviços que não funcionam ou mal, por causa do “sistema” ou da rede que “hoje não dá nada”, um Orçamento de Estado para 2013, com medidas violentas também para os sistemas que e o implementam e correm o sério risco de o fazer mal. E sempre o mesmo, o erro informático!

São bites e bytes a circular pelo cabo, pela fibra, pelas frequências que atravessam tudo, incluindo nós, deixam-nos o mundo à distância de um clique, e a miragem da velocidade da luz transformada em realidade. Virtual. Uma revolução. Depois da industrial, a digital. Na industrial, a produção em massa com mais e melhores meios, o capital, o início da globalização, mas ainda um ritmo acompanhável. Antes da industrial, muito antes, a agrícola. Também ela radical. Trouxe alimentos, autossuficiência e uma vida nova, mas ainda saudável. Agora, a revolução da informação digital global. A tecnologia de ponta capaz de possibilitar o impossível. Se não tiver erro. Se não for um erro. O que ontem era de ponta, hoje já não é. Evolui muito rápido. Muito mais do que o ser humano consegue seguir e quando assim é quem perde é o ser. A sua capacidade de adaptação, a do humano, é distintiva entre os seres, mas nada de abusos. Diz a medicina que uma das doenças mais difícil de combater, o cancro, resulta desse abuso, das grandes, repentinas e não acompanháveis alterações do meio envolvente. No digital o ritmo é de top, alto débito de informação, exige esforço com reação imediata e constante. Absorve-nos, puxa-nos, deixa-nos corcovados, rebaixados perante o aparelho. Em vez de nos elevarmos, ficamos mais baixos. Sendo a altura média, um indicador de saúde e bem-estar, o pronuncio não pode ser bom, embora pareça, a exigência sempre foi, boa. A tecnologia é boa, o facebook até ajuda a curar depressões. Tem lógica, insere-nos socialmente, embora que de forma virtual. Aproxima-nos, mas tira-nos algum tato. Parece lógico um jornal despedir para se dedicar à versão online, mandam as audiências e as tiragens. Lógico, mas com erro estratégico. Já temos carros que andam sozinhos, mas estudos revelam que estamos menos inteligentes. Nós menos, as máquinas mais, triunfa a inteligência artificial. Deixamos de ser reais. O erro informático, é humano. Se o eliminarmos, corremos sérios riscos.

sábado, 28 de abril de 2012

Gunn on pirates

publicado na BLITZ de Junho de 2012
 
Paulo Furtado, um dos vocalista dos Wraygunn diz gostar de viver em Portugal. Das nossas gentes, costumes e locais. Não acha necessário emigrar para fazer carreira e ter sucesso internacional na música. A sua e a dos seus companheiros de palco. Definem-se num estilo inpirado pela localização de Portugal no centro do eixo América-África. É o que dá fumar cenas! Podia-lhes dar para pior, mas o resultado até é bastante bom.

Apesar de serem fãs do seu país, o nosso, é que parece não ser grande fã… da música. Numa época em que o digital cada vez mais nos consome e nós o consumimos, a música não é excepção. As vendas digitais começam a ser tão ou mais importantes que as vendas palpáveis. Excepto, neste nosso país. Ao contrário de muitos outros onde o crescimento é exponencial, em Portugal o mercado de música digital não cresce. Não tem expressão. E a culpa é da nova lei anti-pirataria que não sai. Não! A culpa é da cultura. A cultura musical não é apreciada como um bem essencial. É antes depreciada com um preço inflacionado pelo valor acrescentado de imposto à taxa máxima. Não que a cultura não tenha valor, ou o valor cultural da música que se produz, a sua qualidade, não atinja o patamar máximo. Porque o atinge. E cada vez mais, dada a quantidade e qualidade de novos grupos. E se o atinge, ou só por isso, não deveria ter equivalência no imposto, antes pelo contrário. Mas não é essencial. Não é essencial porque não se educa e transmite a sua arte e apreciação. Tanto no ensino oficial, nas escolas, como no privado, fora das escolas, entre cada um de nós.