É certo que temos outros atrativos de grande valor e características únicas, mas quanto a museus, Portugal, estando longe de ser um zero, podia ser muito mais. Teremos passado suficiente para vários Louvres. Segundo se diz, desbaratamos quase tudo em ouro. Temos das maiores reservas de ouro do Mundo, pelo menos relativamente ao nosso tamanho. Em termos absolutos somos 14º. Em termos práticos pouco vale, apenas chega a cerca de um terço da ajuda total do resgate atual do FMI. Então, se não temos total liberdade para o vender, nem isso adiantaria grande coisa, sugiro que se crie o museu do ouro. Sempre tive curiosidade em saber se ele existe mesmo em forma de barras, ou como uma qualquer gruta pirata, num mar de joias. Seria algo grandioso, imagine-se uma sala longa e no centro, protegidas por uma redoma de vidro à prova de roubo, toneladas de ouro em barras ou joias, todas amontoadas e acessíveis, à vista, dos visitantes. Para mim seria brilhante! E para completar o quadro, num dos topos, qual guardiã, o retrato pintado da Merkel em pose Mona Lisa.
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domingo, 25 de novembro de 2012
Musée d’Or (2 de 3)
Fiz como o Sócrates, pirei-me e
fui desanuviar. Está visto que fui a Paris. E resulta, em poucos minutos e
durante alguns dias esquece-se por completo tudo o resto. A cidade faz jus à
fama e somos completamente absorvidos por ela. Dá vontade de andar todos
aqueles quilómetros para trás e para frente, rio acima, rio abaixo e
simplesmente apreciar. A cada rua, caminho, esquina, paisagem, brota cultura,
misticismo, história e arte. Um património de valor incalculável, percebe-se
estimado e rentabilizado pelos franceses. Milhões e milhões de turistas e euros
a circular. Ininterruptamente. A vaidade e exuberância francesa de outros tempos
foi preservada, até um paralelepípedo chamado de obelisco que roubaram aos
egípcios lá está, em substituição da guilhotina, erguido na praça que
ironicamente se chama de concórdia. A própria guilhotina para lá deve estar, eu
não a cheguei a ver. Vi muitas outras coisas e dei comigo a pensar, e nós? Com
séculos e séculos de história com o mais variado recheio, não teríamos o
suficiente para fazer o equivalente a centros comerciais de museus? Espera,
isso já temos. Não teríamos o suficiente para fazer estádios de museus? Isso
também. Não teríamos o suficiente para fazer autoestradas de museus? Outra.
Aproveitando a deixa do Miguel Sousa Tavares, não teríamos o suficiente para
fazer Alquevas de museus? A quantidade de quitangas que os nossos
descobridores arrecadaram (roubar era para outros), daria certamente para
algo mais do que apenas especiarias. Não que despreze as especiarias, têm a sua
função, mas para o turismo, não será fácil convencer um turista, dizendo-lhe que
há por cá bom petisco.
É certo que temos outros atrativos de grande valor e características únicas, mas quanto a museus, Portugal, estando longe de ser um zero, podia ser muito mais. Teremos passado suficiente para vários Louvres. Segundo se diz, desbaratamos quase tudo em ouro. Temos das maiores reservas de ouro do Mundo, pelo menos relativamente ao nosso tamanho. Em termos absolutos somos 14º. Em termos práticos pouco vale, apenas chega a cerca de um terço da ajuda total do resgate atual do FMI. Então, se não temos total liberdade para o vender, nem isso adiantaria grande coisa, sugiro que se crie o museu do ouro. Sempre tive curiosidade em saber se ele existe mesmo em forma de barras, ou como uma qualquer gruta pirata, num mar de joias. Seria algo grandioso, imagine-se uma sala longa e no centro, protegidas por uma redoma de vidro à prova de roubo, toneladas de ouro em barras ou joias, todas amontoadas e acessíveis, à vista, dos visitantes. Para mim seria brilhante! E para completar o quadro, num dos topos, qual guardiã, o retrato pintado da Merkel em pose Mona Lisa.
É certo que temos outros atrativos de grande valor e características únicas, mas quanto a museus, Portugal, estando longe de ser um zero, podia ser muito mais. Teremos passado suficiente para vários Louvres. Segundo se diz, desbaratamos quase tudo em ouro. Temos das maiores reservas de ouro do Mundo, pelo menos relativamente ao nosso tamanho. Em termos absolutos somos 14º. Em termos práticos pouco vale, apenas chega a cerca de um terço da ajuda total do resgate atual do FMI. Então, se não temos total liberdade para o vender, nem isso adiantaria grande coisa, sugiro que se crie o museu do ouro. Sempre tive curiosidade em saber se ele existe mesmo em forma de barras, ou como uma qualquer gruta pirata, num mar de joias. Seria algo grandioso, imagine-se uma sala longa e no centro, protegidas por uma redoma de vidro à prova de roubo, toneladas de ouro em barras ou joias, todas amontoadas e acessíveis, à vista, dos visitantes. Para mim seria brilhante! E para completar o quadro, num dos topos, qual guardiã, o retrato pintado da Merkel em pose Mona Lisa.
sábado, 6 de outubro de 2012
Palavras para quê? (parte 2)
Não
resisti e tive que escrever umas palavras. A imagem é a caricatura perfeita de
um país que se encontra na situação que se conhece, comemora a implantação da
república, longe do povo, num feriado com extinção prometida. Pela situação que
se conhece. A Bandeira não foi hasteada simplesmente ao contrário. Militarmente
quereria dizer que o inimigo estaria próximo e estavamos em perigo, mas não estamos em cenário de guerra,
militar, apesar de até essa já ter sido uma hipótese mais remota. A bandeira
está sim, invertida. Pelo menos foi isso que tive que fazer no Microsoft Picture Manager para obter um
resultado igual ao do Cavaco e do António Costa. Somos portanto, uma nação
invertida, e apesar do colorido da bandeira, não estaremos a querer mostrar ao
mundo que somos todos orgulhosamente gays. Como sugere o dicionário
para invertido. Que a coligação é farinha do mesmo saco, ou socialistas e sociais democratas jogam na mesma equipa. Deixámos foi de estar habituados aos mesmos usos e costumes.
Língua ainda temos, mas cada vez menos nos entendemos ou somos entendidos.
Governados por leis próprias e soberania também já era. Começo a ter dúvidas
que tenha sido apenas um ingénuo erro protocolar, tal é o enquadramento cénico. sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Portugal festivaleiro
publicado na BLITZ de Agosto de 2012
Gosto da palavra festivaleiro, é forte, soa bem e transmite alegria. Não haverá motivos para grandes festejos e animações, mas inversamente ao estado geral, Portugal é neste momento o país Festival. E não num sentido negativo. Nesta época do ano, dá para ficar perdido no mapa dos festivais tal é a quantidade! E com tamanho ecletismo. Norte, centro e sul. Interior, serra, planície e litoral. Praia e campo. Continente e ilhas. Só a tmn está em três, a Optimus em dois e a Vodafone noutro. RTP, SIC, rádios e jornalistas. EDP e Partido Comunista. Super Bock e Sumol. Relva, pó, cimento, muralhas ou terra. Pop, rock, jazz, metal, alternativa e electrónica. Clássico e contemporâneo. Palcos grandes, médios, pequenos e tendas VIP. Bandas, mais que muitas, novas, velhas, jurássicas, nacionais e estrangeiras.
Gosto da palavra festivaleiro, é forte, soa bem e transmite alegria. Não haverá motivos para grandes festejos e animações, mas inversamente ao estado geral, Portugal é neste momento o país Festival. E não num sentido negativo. Nesta época do ano, dá para ficar perdido no mapa dos festivais tal é a quantidade! E com tamanho ecletismo. Norte, centro e sul. Interior, serra, planície e litoral. Praia e campo. Continente e ilhas. Só a tmn está em três, a Optimus em dois e a Vodafone noutro. RTP, SIC, rádios e jornalistas. EDP e Partido Comunista. Super Bock e Sumol. Relva, pó, cimento, muralhas ou terra. Pop, rock, jazz, metal, alternativa e electrónica. Clássico e contemporâneo. Palcos grandes, médios, pequenos e tendas VIP. Bandas, mais que muitas, novas, velhas, jurássicas, nacionais e estrangeiras.
domingo, 15 de abril de 2012
MAC - o berço do país
A MAC é o berço
do país. Não confundir com o facto de Guimarães ser o berço da nação. Não se
trata de nenhuma ataque anti-regionalista, são coisas diferentes. A MAC é o
berço de Portugal!
A MAC é vida.
Fechá-la é morrer. É matar um pedaço de Portugal. É
dispersar e perder conhecimento acumulado de valor incalculável na ciência de
fazer nascer, dar vida e oferecer paternidade. A MAC é também sinónimo de
justiça e pluralidade social. Todos nascemos iguais, ou devíamos, quanto mais
não fosse na possibilidade de acesso a cuidados de assistência médica com
segurança e qualidade.
O nascimento é
um elemento fulcral da sociedade. Contribui para o equilíbrio da pirâmide
demográfica e numa altura em que se fala tanto na sustentabilidade da segurança
social, congelam-se as reformas antecipadas a montante e cortam-se nos
nascimentos, a jusante. É claro que este corte é insignificante em termos quantitativos,
mas como se já não bastasse a falta de política de incentivo e apoio à
natalidade, não deixa de ser mais uma machadada. Mesmo que simbólica e moral.
Apesar de não conhecer os números, simbólica deverá ser também a poupança de
despesa que justifica este fecho. Ou o ganho na rentabilização do
aproveitamento dos serviços de parto e neonatologia de outros hospitais. Ora,
sendo simbólico, de certo não o será a dispersão, logo perda, de conhecimento
de valor inestimável, como já referi. Nascer não é como arrancar um dente, por
muito amor que se tenha a um dente. Nascer é sim, o expoente máximo de um acto
de amor! Com todo o sofrimento, emoção e responsabilidade que
acarreta. Então porquê fechar? Privilegie-se pelo menos desta vez o que é
genuíno, nosso, tradicional, cultural, cientifico!
sábado, 10 de março de 2012
Baby don't you want to go
Uma passagem de Blues entoada ao melhor estilo pelo, não
menos estiloso, presidente dos Estados Unidos da América, Mr. Barack Obama.
Aproveitou um concerto intimista na Casa Branca para se lamentar de não poder
fazer coisas tão simples, como sair à noite apenas para passear a pé ou dar uma
volta de carro por aí, para espairecer. Em compensação, continuou, pode ter em
sua casa o Mick Jagger e o B.B. King para um serão de Blues! Um estilo musical
que, ainda segundo ele, é uma das bandas sonoras do estado actual de
dificuldade do mundo e do seu país. Cânticos e canções de trabalho que no seu
tempo lutavam subtilmente contra a escravidão.
Inevitável não imaginar o Cavaco de olhos cerrados e pose fadista, no salão de festas do palácio de S. Bento… (guitarra portuguesa) pimpim, pirilipimpim, pimpim, pirilimpim, pimpim, pirilipimpim… “ai a minha reforma coitadinha, nem chega para as despesas, uns milhares de euritos daqui, outros de acolá, um jantar de miudezas, para mais não dá”, pimpim... Palmas (a ver se se cala)! Nós, deste lado do Atlântico, portugueses, somos um povo de sofrimento com um fado de património mundial, por isso… cantamo-lo. Entre um bom copo de vinho e um bom petisco, tudo há-de passar.
Na terra dos Blues, muitos defeitos se encontram. A escravidão agora é outra, por eles
Inevitável não imaginar o Cavaco de olhos cerrados e pose fadista, no salão de festas do palácio de S. Bento… (guitarra portuguesa) pimpim, pirilipimpim, pimpim, pirilimpim, pimpim, pirilipimpim… “ai a minha reforma coitadinha, nem chega para as despesas, uns milhares de euritos daqui, outros de acolá, um jantar de miudezas, para mais não dá”, pimpim... Palmas (a ver se se cala)! Nós, deste lado do Atlântico, portugueses, somos um povo de sofrimento com um fado de património mundial, por isso… cantamo-lo. Entre um bom copo de vinho e um bom petisco, tudo há-de passar.
Na terra dos Blues, muitos defeitos se encontram. A escravidão agora é outra, por eles
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